Canada 2017 – dia 9: Cirque du Soleil em Montréal!!

Um dia incrível e muito esperado!

Iniciamos o dia nos arrumando para ir embora, organizando mala etc.

O host se ofereceu para nos levar ao ‘segundo maior shopping do Canadá’ (como ele descreveu), o Galeries de la Capitale, que só perde em tamanho para o West Edmonton Mall, da cidade de Edmonton, Alberta.

Mas, após uma rápida pesquisa na internet, descobri que este é o oitavo maior shopping do Canadá. Ou seja, perde em tamanho – e quantidade de lojas – para outros seis shoppings, além do maior de todos, que é o de Edmonton.

Aliás, perde de longe, porque o West Edmonton é realmente gigante, tem mais de 800 lojas, mais de 20.000 vagas de estacionamento, parque de diversões, parque aquático, parque pirata, rinque de patinação, campo de minigolfe, hotel, clube de tiro, pista de skate e três estações de rádio! É quase uma cidade! Meu irmão foi lá em 2010 e ficou super impressionado.

Já o Galeries de la Capitale tem 280 lojas, 35 restaurantes e também tem parque de diversões e rinque de patinação no gelo bem ao lado da praça de alimentação (piso inferior). Além disso, conta com um cinema com a maior tela IMAX do Canadá.

Considerando que o maior shopping da minha cidade tem mais de 200 lojas, 32 restaurantes e um cinema razoável com 10 salas, o Galeries realmente não é assim tão grande.

Enfim, depois deste passeio rápido com direito a um delicioso burrito de café da manhã, da franquia Mucho Burrito, que eu adoro, voltamos para a cidade de Québec, pegamos as malas e partimos para Montréal!

Fomos recebidas pelo nosso novo host, que foi muito simpático e é um super viajante, cheio de fotos incríveis pelo apartamento. Nos arrumamos e já fomos para o cais, para nosso tão aguardado espetáculo do Cirque du Soleil! Sim, um dos sonhos da minha vida estava prestes a se realizar!

Assistimos ao incrível espetáculo Volta, que como tantas outras produções do Cirque du Soleil, tem uma trilha sonora marcante e que por si só já conta boa parte da história. Não vou falar do espetáculo em si pois há várias referências online, inclusive do próprio circo, e porque acho que o melhor é se surpreender ao vivo, sem saber o que esperar.

Foi assim que eu me “preparei” para o espetáculo, evitando tudo relacionado a ele! haha Achei ótimo que o local é pequeno, assim, todos conseguem assistir numa boa, nem precisa de binóculos e coisas do tipo. Aliás, todas as filas são bem pequenas e se movem rápido (menos a da comida, risos). Eu comprei o ingresso com antecedência e planejei a viagem sabendo o dia que precisaria estar em Montréal, mas vi pessoas comprando na hora. Estava bem cheio, então acredito que não sobrem muitos lugares.

Depois do espetáculo, saímos para um breve passeio noturno pela bela Montréal e paramos para um jantar delicioso com direito a hambúrguer e bacon! hahaha Segundo a embalagem, a carne é de origem “100% canadense”.

E assim fomos para ‘casa’ e dormimos muito felizes!

Até breve!

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Canada 2017 – dia 8: Lower Québec (parte 3)

E o dia mais intenso da viagem continuou com nossa volta a Québec City, e minha primeira vez visitando a Lower Québec, região da Old Québec que fica mais próxima ao Saint Lawrence River.

Passamos em frente ao Ministère des Finances e ao Fairmont Le Château Frontenac. Caminhamos pelo Terasse Dufferin, um calçadão ao lado do hotel de onde se pode ver o rio e a cidade de Lévis, do outro lado.

No calçadão, em frente à estátua de Samuel de Chaplan há sempre um músico tocando piano, maravilhosamente, devo acrescentar! A música combina muito bem com o cenário, e os amantes de Amélie Poulin, podem ouvir Comptine d’un Autre Été e La Valse d’Amélie com frequência. Inclusive, em 2013 e 2014 este mesmo pianista se apresentava neste mesmo local, com estas mesmas músicas que citei, e já era lindo de se ouvir.

Descemos para a parte baixa da cidade por uma espécie de elevador chamado Funiculaire, que muitas pessoas recomendam para que você não tenha que descer (e depois subir) pelas escadas e ladeiras, mas a verdade é que a subida é muito tranquila e, a não ser que você tenha alguma dificuldade em locomoção ou esteja com carrinho de bebê, não há necessidade de se usar (e pagar) o Funiculaire. Custou CAD$ 3,00.

Vale muito a pena passar pelo menos uma ou duas horas caminhando por esse lado tão lindo da cidade, cheio de decorações e lojinhas ($$$), parar para tomar um café ou jantar.

Para quem tiver tempo, pode participar dos passeios-fantasma, circulando a região à pé durante 1:30 horas. Não pudemos fazer mas as avaliações no Google e Trip Advisor são ótimas. Mais informações aqui.

Para finalizar a noite, jantamos no Le Repaire, bem próximo ao Funiculaire, já subindo as escadas para Upper Québec. A comida estava ótima e o preço justo. O ruim é o que acontece com muitos restaurantes da província, em que os atendentes ficam te apressando pra comer, pagar e ir logo embora, apesar de o local estar completamente vazio! Isso é bem irritante, eu e minha mãe éramos as duas únicas pessoas lá e não nos sentimos confortáveis. Mas reforço que a comida é realmente boa.

Pra finalizar o dia, fomos para o Parlamento, mas estava fechado para reforma. Fomos também para a lindíssima estação de trem e ônibus, a Gare-du-Palais, para pegar informações para a nossa viagem de Québec a Montreal.

E assim acabou mais um dia dessa incrível viagem!

Canada Day!!

c150-logo-red-engOh Canadá! <3

O post de hoje é mais do que especial porque hoje é CANADA DAY!
(ou seria o Moving Day? Haha daqui a pouco falamos sobre isso)

No Canada Day é comemorada a independência do Canadá, que aconteceu em 1867, então, no dia de hoje, o Canadá faz exatos 150 anos de independência. Por isso, a festa deste ano será (já está sendo) ainda maior.

Ottawa

A cidade de Otawa teve seu primeiro assentamento em 1800 e foi usada estrategicamente pelo exército inglês após a Guerra de 1812, contra os EUA. Em 1840, as províncias do Alto Canadá e Baixo Canadá foram unificadas e foi necessário decidir qual seria a capital da província unificada. Após 17 anos sem nenhuma decisão, a escolha foi atribuída à Rainha Vitória que escolheu a cidade de Ottawa, por três razões: (1) pois ficava mais afastada dos EUA do que algumas outras opções, (2) por estar no meio das duas antigas províncias, o que diminuiria a tensão entre elas, e (3) pela beleza da região, claro!

Com a independência do Canadá em 1867, Ottawa tornou-se a capital do novo país, logo, também comemora hoje seus 150 anos!

Comemorações

As comemorações por todo o país incluem shows e festivais gratuitos, desfiles militares e shows aéreos, muitos fogos de artifício e apresentações com luzes iluminando prédios famosos (como o prédio do Parlamento em Ottawa), apresentações artísticas ao ar livre, muitas brincadeiras para crianças, e muito, muito mais. Participações especiais incluem a presença do Príncipe de Gales e a Duquesa de Cornwall na capital. Mais informações neste link.

Uma cédula comemorativa de CAD$ 10.00 foi criada para homenagear as 13 províncias e territórios, além de pessoas e locais importantes da história do Canadá. Informações.

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Além disso, foram lançadas diversas moedas comemorativas em prata que podem ser adquiridas online, entre elas, temas de casamento ($112.95) e nascimento ($59.95) em 2017, diversas da Disney ($114.95) e uma que brilha no escuro ($29.95)! Há também a de ouro por $2,849.95 e de ouro com diamante por $6,999.95 em 3x sem juros! Apenas. Valores em CAD.

National Moving Day – Dia Nacional da Mudança

Este não é um feriado oficial, mas é considerado um “esporte típico canadense”.

Sim, no Canadá muitas pessoas moram de aluguel e, com o passar de um ou dois anos, conseguem melhorar sua situação financeira e fazem um upgrade de habitação (ou downgrade, acontece né?).

Mas o que o Canada Day tem a ver com isso?

Esta é uma tradição que começou no século 18, na região da Nova França, parte francófona do país, em que mudanças costumavam acontecer na primavera. Inclusive, foi criada uma lei na época de que vários tipos de contratos, principalmente de aluguel, deveriam iniciar no dia 1º de maio e acabar em 30 de abril, para que as mudanças acontecessem após o derretimento da neve. 1º de maio tornou-se, então, o “Moving Day”.

Em 1973, o governador de Quebéc alterou a data para o verão, para que as crianças pudessem cursar o ano escolar em uma única residência, e escolheu o dia 1º de julho, um feriado, para que trabalhadores não precisassem perder um dia de trabalho. Além disso, o clima em maio ainda é complicado.

Conclusão, neste dia, as ruas e calçadas ficam cheias de carros e caminhões de mudança, gente andando pra lá e pra cá com suas coisas, aquela confusão.

Inclusive, em 2009, mais de 700.000 famílias se mudaram na província de Quebec, sendo 225.000 apenas na ilha de Montreal! Informações aqui e original aqui (francês).

Enfim, se você estiver no Canadá, comemore! Mas comemore muito! Uma festa maior do que esta só quando o Canadá fizer 200 anos!!

Se você, assim como eu, não está fisicamente no Canadá (apenas em sonhos), fica a dica:

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Canada 2017 – dia 8: l’Île d’Orléans e la Chute-Montmorency (parte 2)

Continuando o post sobre o dia 9

Logo após chegarmos ao Fairmont Château Frontenac, pegamos um taxi de volta à casa do host pois ele havia se oferecido para nos levar à Île d’Orléans, que é uma ilha há poucos quilômetros da cidade de Québec.

Maaaaas, a caminho da ilha, eis que surge à frente a Chute-Montmorency:

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Cataratas e as escadas ao lado, haja perna!

Não parece mas, com 83 metros de altura, Montmorency é 30 metros mais alta do que as Cataratas do Niágara! Fiquei encantada porque este local estava na minha lista de lugares do mundo que eu quero conhecer, e estava ali, bem na minha frente! “Ah mas as Cataratas de Foz do Iguaçu são maiores!” Sim, mas isso não me impede de ficar feliz com outras coisas. haha

O tempo era curto mas o host nos levou lá também, e valeu muito a pena. Logo que você entra, há uma lojinha e você compra o passeio. Pode escolher subir (e descer) as escadas até o topo, ou ir (e voltar) de teleférico, que é mais caro mas é rápido e a vista é linda. Custou CAD$12.08 (+impostos) por adulto. Mais informações aqui.

Em seguida, Ilha de Orleans, que foi um dos primeiros assentamentos da colônia da Nova França lá no ano de 1535. Hoje tem população média de 7.000 pessoas e é dividida em seis regiões. Com o tempo escasso, pude visitar apenas Sainte-Pétronille e Saint-Pierre. Chegamos por volta das 16:00 e muitas fazendas e lojas fecham às 17:00. Paramos no Bureau d’Accueil Touristique de l’Île d’Orléans para pedir informações, fica logo na entrada, chegando pela ponte Pont de Île d’Orléans.

Famosa por seu agriturismo, a ilha é cheia de diferentes tipos de fazendas, muitas originadas de pequenos negócios familiares, que chamam a atenção por oferecerem produtos orgânicos, como queijos, frutas, chocolates e vinhos, que podem ser degustados. As casas da região também são lindas e cheias de jardins.

Chocolaterie: uma chocolateria cheia de opções de bombons e trufas artesanais, barras de chocolate, sorvete e até umas canecas bem legais. O atendimento é ótimo e o local é muito bonito, mas achei os chocolates bem sem graça, sem sabor.

Cassis Monna & Filles: um licoristeria (não conhecia essa palavra) a base de cassis (francês), groselha-negra (português), ou blackcurrant (inglês). A fábrica tem um estilo moderno que alia o rústico ao industrial.

Além do licor de cassis, que é o produto principal, também são produzidos vinhos de cassis, geléias doces de cassis com morangos, manga etc e geléias salgadas de cassis com cebolas, azeitonas, mostarda (minha favorita!). Tudo muito gostoso e disponível para degustação gratuitamente :D

Entre estas duas atrações, fizemos uma pausa rápida no fim da Rue du Quai, em frente ao hotel e restaurante l’Auberge La Goéliche, de onde pudemos observar o Rio São Lourenço e a linda Ville de Québec.

E adivinha, o dia ainda não acabou! hahaha então teremos parte 3 com o retorno a Quebec City e a Lower Quebec, parte baixa da Old Quebec que beira o São Lourenço.

Até mais!

Canada 2017 – dia 8: explorando a cidade de Quebec!

O dia 8 de nossa viagem foi um dos mais agitados, quem diria que conseguiríamos fazer tanta coisa em um dia só! Por isso, o post será dividido em duas partes.

Na noite anterior, fomos dormir cedo mas não sem antes ouvir atentas a todas as ótimas dicas do nosso host, então logo de manhã já tinhamos uma ideia de como seria o dia.

Ficamos no bairro Saint-Foy, que é vizinho à Antiga Quebec, o que faz dele a melhor região para você se hospedar, pois dá para fazer tudo a pé ou pagar baratinho no Uber ou taxi!

Dica: se for pegar taxi na província de Quebec, tenha dinheiro trocado! Os motoristas são bem sem vergonha e cobram “gorjeta”, mas para taxista isso não existe! Eles falam em 10% de gorjeta e retém o seu troco, depois você faz as contas e percebe que o malandro pegou 20%! Quando os motoristas são nativos locais, não cobram gorjeta, mas se são estrangeiros que precisam alugar o taxi para trabalhar, cobram essa “gorjeta” salgada.

Quebec City foi feita em cima de uma colina bastante íngreme e cercada por muralhas, muito úteis no século XVII para frustrar as tentativas de invasão do exército inglês. Que ainda assim, anos depois conseguiu o controle da cidade.

Por isso, para se deslocar de uma área a outra, você precisa subir e descer escadas (não é tão alto, mas na época da guerra era tudo mato fechado e dava um trabalhão!) ou achar um elevador! Hoje, dos seis portões, quatro ainda existem. Confira em um mapa por qual vai entrar para não perder esta vista incrível:


Então, primeiro fomos à pé pela Boulevard Langelier, Boulevard Charest Est, Rue de la Couronne (onde entramos rapidamente no Jardin Saint-Roch para tirar fotos), e chegamos ao l’Ascenceur du Faubourg, um elevador (gratuito) que liga as regiões baixa e alta da cidade. Lá aproveitamos para comer um delicioso café da manhã.

Subimos, e seguimos sentido sul pela Rue Sainte-Claire, de onde avistamos a igreja São João Batista.

Seguimos pela Rue Saint-Jean,m até chegar à Porte Saint-Jean, que dá entrada para a Antiga Quebec.


Seguimos pela Rue Dauphine, Rue Cook, onde vimos a igreja de Santo André, e Rue Sainte-Anne, chegando ao belíssimo jardim do Hôtel de Ville du Québec, a prefeitura da cidade.

No jardim está localizado l’Horloge Porte-bonheure, relógio da marca Richard Mille, um presente da Suíça à cidade de Québec, em seu 400º aniversário, como forma de cultivar a boa relação entre cidades francófonas.

Feito de latão, aço, titânio, alumínio, cerâmica e borracha, é rodeado por um espesso vidro de safira, levou seis anos para ser construído e pesa quase 2t. Informações do blog Estação Chronographica (com fotos melhores rs).


De lá você já consegue ver – e ouvir – la Basilique-Cathédrale Notre-Dame de Québec, a Basílica-Catedral de Nossa Senhora. Parte da catedral estava sendo reformada, como dá para ver nas fotos, mas isso não estragou nossa experiência. Tem tanta coisa pra ver!


Em seguida, passamos rapidamente pelo Montmorency Parc, que tem uma vista linda do rio Saint-Laurent.

E então, chegamos ao imponente Fairmont Le Château Frontenac, o enorme hotel de luxo que é símbulo da cidade de Québec.


Mas vou deixar para falar sobre o Château no próximo post porque ainda tenho muitas histórias desse dia!

Em breve, também teremos posts mais detalhados sobre cada lugar!